Ao contrario do que eh mostrado nos filmes de espionagem os servicos de inteligencia sao extremamente cuidadosos e a vida em um agente nada tem de glamorosa.Via de regra nao sabem nenhum tipo de luta e estao muito longe de serem atleticos-boas-pintas que frequentam festas caras e importantes.
Existem profissoes perigosas,como a mergulhador de aguas profundas para a industria do petroleo, como a de membro do esquadrao antibombas, policial na America latina e poderia dar uma lista quase sem fim, mas hoje a mais perigosas das profissoes eh ser cientista nuclear no Iran. Com as sancoes sem funcionar e o ataque as instalacoes como ultimo recurso, so fica como alternativa atrasar o programa e para isso alguns dos meios sao os virus implantados no sistema e o assassinato dos cientistas que dirigem os programas.
Duas semanas atras um joven-genio cientista iraniano , de somente 36 anos, que era o director do programa de enriquecimento de uranio teve o seu encontro com a morte quando no banco traseiro de um carro se dirigia ao centro da cidade. Um homem na garupa de uma motocicleta colou uma bomba magnetica exatamente no lado traseiro do carro no qual ele se encontrava. O iran sentou o golpe e ate ontem continuavam a acusar ora a CIA, ora o Mossad e ontem foi a vez do servico secreto ingles entrar na lista dos acusados.
Este eh o quinto cientista morto em circunstancias similares e com meios parecidos. Outros dois ja foram mortos por bombas magneticas, um teve o carro metralhado por motociclistas e um terceiro foi vitima da explosao de uma bomba camuflada numa motocicleta estacionada a porta da casa one ele morava. Se a isto acrecentarmos a misteriosa morte devido a um ataque cardiaco que afetou o pai do programa nuclear iraniano, da para imaginar o quanto os cientistas iranianos devem se preocupar quando sao informados que foram promovidos a director de qualquer parte do programa.
Mas voltemos ao ultimo caso. Mustafa Ahmadi Roshan foi a perda mais sentida pelo governo dos aiatollas e, como eh costumeiro nestes casos, os governos de todos os paises acusados negaram qualquer participacao no ato,todos a ecessao de Israel que como de costume nao fez qualquer comentario official ,mas permitiu que o presidente Shimon Peres negasse enfaticamente qualquer participacao. Na realidade e do ponto de vista tecnico nenhum dos paises acusados cometeu o atentado que eh montado de forma cuidadosa, leva muito tempo e envolve muitos riscos.
Ao contrario do que eh mostrado nos filmes de espionagem os servicos de inteligencia sao extremamente cuidadosos e a vida em um agente nada tem de glamorosa.Via de regra nao sabem nenhum tipo de luta e estao muito longe de serem atleticos-boas-pintas que frequentam festas caras e importantes.
Uma operacao como a que matou o cientista envolve entre 12 a 16 pessoas que nunca se conhecem de verdade e que comeca pela procura de um grupo que tenha uma boa motivacao ideologica, politica ou religiosa. O candidato ou candidatos tem que ser motivados por principios e nao por dinheiro. Via de regra o contato com os principais envolvidos eh feito fora do Iran quando de ferias, por exemplo. Estes individuos sao recrutados por um agente quem lhes explica como recrutar os demais sem que alguem conheca mais de um, a pessoa que o recruta.
Tres grupos totalmente estanques sao entao organizados e dentro dos grupos os individuos somente conhecem quem os recrutou, assim em caso e captura de um deles o conhecido de este tem que sumir e o resto do grupo esta seguro.
Um grupo fica entao encarregado de levantar a rotina do alvo. Onde trabalha, one mora, com quem sai, carro que dirige, amigos que tem, lugares que frequenta, hora que sai de casa, rua que usa par air ao trabalho e para as outras atividades. Esta parte eh a mais demorada e a que envolve mais pessoas , elas se revezam para evitar que o alvo saiba que esta sendo seguido. Uma vez levantada e superconferida a rotina, as informacoes sao passadas ao segundo grupo que se encarrega de junta-las, organiza-las de forma sequencial. Uma vez com a rotina organizada o alvo passa a ser seguido por dois ou tres grupos de potenciais executores para que as teorias sejam confrontadas com a realidade dos deslocamentos do alvo. Estas tres fazes da operacao levam de seis a oito meses.
Finalmente com todas as informacoes conferidas e as rotinas confirmadas os grupos envolvidos na execucao que que ja vinham seguindo o alvo estao prontos para a execucao da missao e baseados na rotina o cabeca do grupo decide qual o meio que sera utilizado. No caso do Mustafa, a bomba magnetica. Baseados nas rotas que o alvo usa, os tres grupos esperam o carro que o leva em diferentes pontos do percurso que levara o alvo da base ate destino desejado.
Quando o alvo parou no terceiro sinal depois de sair da casa dele uma das motos chegou pelo lado do acompanhante do carro e grudou o explosivo magnetico na lataria da parte superior/posterior do banco traseiro, do lado do acompanhante onde o alvo estava sentado. Tudo aconteceu entao muito rapido pois os dois que executam a missao esperam ate que o sinal abra e antes que o carro comecesse a andar a bomba eh colocada. Com o sinal aberto a moto sai na frete sem despertar suspeitas de ninguem. 15 a 30 segundos depois a bomba explode.
Uma vez feita a execucao a moto , que tinha sido roubada um dia antes, eh abandonada em qualquer lugar , os grupos sao desmantelados, todos os papeis queimados e os integrantes dos grupos tem a instrucao de nunca mais se falarem.
Ninguem proteje estes agentes e com todos os paises negando qualquer participacao acoisa ficara muito complicada para os envolvidos se forem descobertos. Mas nunca serao. OfIcialmente a execusao do cientista deve ter sido feita por algum grupo de opositores ao regime sem qualquer participacao ou ajuda externa.
A pergunta que nao me sai da cabeca eh porque o governo do iran nao da seguranca especial ao seus cientistas, afinal, um bunker no qual o uranio eh enriquecido pode ser refeito se destuido, mas um cerebro privilegiado nao pode.

Prezado Mordechai:
Sobre os espiões “não glamurosos” é sempre recomendável a leitura de John Le Carré (aliás, parece que foi lançado recentemente um filme baseado numa obra dele: acho que é “O Espião que Sabia Demais”). Richard Burton também protagonizou um espião comum em “O Espião que Saiu do Frio”, também de John Le Carré (cuja cena final – do livro e do filme – é a fuga de Berlim Oriental, saltando o famoso muro que então separava a cidade). Parece que o tal espião chama-se George Smiley (é um personagem de Le Carré, que sempre aparece nas suas obras).
Quanto ao Irã, talvez a Guarda Revolucionária esteja mais ocupada em medir o cumprimento da barba dos iranianos, ou se as iranianas – belíssimas, diga-se de passagem – estão convenientemente vestidas para os padrões do Islã, enquanto o chefe da Guarda está masi preocupado em dar tapas na cara do Presidente do país …
Cá entre nós, Mordechai, seu “post” é um despiste? O Mossad não tem nada a ver com isso?
Mordechai… faço minha tambem, a pergunta do Horácio: O Mossad não teve nada a ver com isso??
Queria saber onde arranjam essas bombas magnéticas täo sofisticadas. Será que estäo à venda no comércio varejista iraniano?
Quanto aos cientistas, o fanatismo religioso deve fazê-los pensar que o Alah em que eles creem os protegem…
É o Irã, sofrendo a enésima humilhação.
Os ciber piratas estao no calcanhar de Israel. Matar ou morrer nas batalhas do second 21 nao faz grandes diferencas, infelizmente. Os sistemas fragilizados fazem. Os inimigos ja nao sao poucos no campo e agora estao bem escodidos atras dos hackers.
Horacio
Eu tenho a postura oficial do governo de Israel.Nao sei quem fez o atentado e achei interesante mostrar como ej que funcionam as coisas nessa area tao nebulosa.
Raimundo
No que me consta nada teve a ver.
Jarobas
voce nao acha que, tendo em conta outros fatos similares acontecidos os irnianos deveriam montar um sistema de seguranca em volta dos seus cientistas?
Claro que sim, Mordechai, concordo consigo em gênero, número e grau. Imagino que doravante seräo mais cautelosos. Isso se os sabotadores näo continuarem sempre se superando – sejam eles quem forem (como você, näo faço ideia de quem possa estar minando os esforços nucleares dos iranianos).
A pergunta que nao me sai da cabeca e porque nao fazem o mesmo com o tal Nanico da barbicha de bode?
Boa tarde a todos!
Apresentei-me no último post, mas acho que ninguém prestou atenção…
Enfim, prezado Mordechai,meus parabéns por mais esta ótima matéria. Seu blog é viciante e não consigo mais parar de acompanhá-lo desde que o descobri a uns dois meses. O amigo é um titã do jornalismo, que não se rende ao sensacionalismo barato e sempre procura mostrar a realidade dos fatos.
Desejo-lhe muito sucesso em sua brilhante carreira de jornalista!
Schmidt
A coisa nao eh tao sofisticada como voce pensa. Essa bmba eh fita de explosivo plastico da alta densidade em forma de cilindro e montada numa base de metal imantado, dentro da base tem o sistema de relogio que eh ativado assim que o ima eh colado num metal, a partir desse momento a bomba explode nao antes de 15 segundis e nao depois de 30.
Nao pode ser encontrada em feiras livres mas nao eh dificil de ser feita.
Jarobas
embora pareca uma abominacao falar assim do assassinato de um ser humano, eh uma questao de opcoes. Aliminar os cabecas atrasa o programa e adia a incursao armada que custara muitas mais vidas.
Fabio Lima
Seja bem vindo ao blog e peco desculpas por nao ter dado as boas vindas antes. Estava em Israel e coma diferenca horaria muita coisa eh perdida. Espero que passe a ser parte da turma.
Muito obrigado pelos elogios que me motivam a ficar escrevendo apesar de estar sempre apertado de tempo.
Fluminense
Esse cara ai nao passa do garoto de recados dos aiatollas. Nao passa de uma marionette que eh muito mais facil de substituir do ue um cientista.
Como eh pessoal, ninguem da as boas vindas ao Fabio Lima???
Prezado Fábio,
O pessoal ainda está voltando das férias e seu comentário deve ter-se perdido no meio das mais de 100 mensagens do último post.
Na verdade, o Mordechai é rabino, homem de negócios e reservista do Exército israelense – parece até ter participado da última guerra do Líbano, dirigindo um pelotäo. Apesar de näo ser jornalista profissional, é um insider em questöes israelenses e do OM, de modo que suas matérias em geral têm mais peso / trazem mais informacäo do que muita bobagem publicada na grande imprensa – e por jornalistas que se julgam os tais, particularmente no Estadäo.
Oi Fabio, bem vindo, e que bom que o dono do blog voltou, que o Marcio ja tava se achando . E’ aquela velha historia, o cao sai e os gatos tomam conta.
Mordachai, vc e’ rabino, como escreveu o Jarobas?
Caro Fabio
No agradecimento anterior esqueci de lhe dizer que nao sou nem quer ser Jornalista.
Um grande abraco
Fabio,
berm vindo ao blog. Tem muito doido aqui e apesar de ter ate’ gente do PT “nois e’ tudo gente boa”.
E se voce for amante do brega, ja’ fez um amigo!
Muito obrigado pelas boas vindas pessoal!
E, caro Mordechai, o fato de você não ser formado em jornalismo não o impede de ser um grande profissional, pois como foi lembrado pelo amigo Jarobas, você é muito mais profissional que muitos jornalistas por aí.
Caro Marcio,
ai ai, adoro ver as suas discussões com o Sr. Raimundo Costa =), mas só para constar, estou do seu lado!
Abraços!
Meu caro Fábio… seja bem vindo e como disse o Márcio, aqui tem doido pra todos os gostos, mas o mais importante é que tudo aqui se ama e se for brega então já está em casa!!
“Tem muito doido aqui e apesar de ter ate’ gente do PT “nois e’ tudo gente boa”.
Fabio! O mais certinho aqui corre atras de sombra de aviao!
Por falar em doido estava passando por aqui e resolvi dar uma espiadinha.
Ok pessoal
que tal falamos do assunto em pauta??
Ser da inteligencia e’ um trabalho muito dificil. As pessoas arriscam suas vidas a toda hora, etambem trabalham longas horas no escritorio tentando entender as informacoes disponiveis (sao gazilhoes de dados).
Mas basta uma falha, ou uma cagada que dai cai todo mundo encima rindo, humilhando, colocanda inteligencia entre aspas, ridicularizando etc..
E’ uma profissao muito ingrata. E’ como ser goleiro.
Porque os iranianos nao protegem seus cientista?
soberba.
O assassinato do quinto cientista nuclear iraniano foi atribuído pelos jornais e algumas autoridades do país aos EUA e a Israel. Todos eles apresentaram estilos muito semelhantes entre si, exibindo um padrão, prova de que o autor foi o mesmo.
Acredita-se que os americanos sejam inocentes. Tanto Hillary Clinton quanto Leon Panetta apressaram-se em condenar veementemente a ação. Além disso, faltam indícios que incriminem os EUA.
O mesmo não se pode dizer de Israel.
O Mossad (serviço de espionagem israelense) conta com um departamento, o Kidon, cujo objetivo é assassinar inimigos de Israel,em qualquer parte do mundo, que não possam ser julgados num tribunal normal.
Em entrevista ao jornalista Gordon Thomas, Meir Amir ex diretor do Mossad, assim se referiu ao Kidon: “somos como o carrasco oficial ou o médico no Corredor da Morte que aplica a injeção letal. Nossas ações são todas apoiadaspelo estado de Israel. Quando matamos alguém, não estamos quebrando qualquer lei. Estamos cumprindo uma sentença sancionada pelo primeiro ministro da ocasião.”
Desse modo, o Kidon já cumpriu muitas missões no exterior, matando figuras desde terroristas até cientistas nucleares. Raramente são desmascarados. Como em 2010, quando seus agentes assassinaram Mahmoud AL-Mahhout, alto dirigente do Hamas, num hotel de Dubai. Os detalhes do crime e seus executores foram descobertos pelo chefe de polícia da cidade, que relatou de modo preciso como a ação se processou. Ele enviou provas, que afirmou serem incontestáveis, à Interpol. E o caso morreu por aí, pois nunca mais se ouviu falar a respeito.
Por sua vez, o governo inglês ordenou rigorosa investigação, não do atentado, mas do uso de passaportes ingleses pelos criminosos.
No assassinato do cientista nuclear iraniano, somaram-se uma série de indícios da autoria do Mossad, através do seu departamento especializado em assassinatos, o Kidon.
Em agosto de 2010, o jornal alemão Der Spiegelrevelou o vazamento de uma informação da Inteligência oficial de Israel, admitindo seu envolvimento no assassinato dos 4 cientistas nucleares, que precedeu o atentado ocorrido na semana passada. Falando a respeito, o Der Spiegel garantiu: “Só há uma pequena dúvida, no sombrio mundo das agências de inteligência, que a agência de inteligência de Israel não esteve envolvida nos assassinatos.”
Ainda o Der Spiegel entrevistou Ehud Barak, Ministro da Defesa de Israel, perguntando se o seu país não seria responsável pelos assassinatos. Barak sorriu e disse: “Israel não responde.” Fato que foi tomado por uma resposta afir- mativa, pelos jornalistas presentes.
Em novembro de 2010, o jornal inglês Guardian já havia reportado que inegavelmente “operações negras americanas e israelenses” haviam “tomado como alvo cientistas nucleares iranianos”. Exatamente os 4 que precederam o cientista recém-assassinado nas ruas de Teerã.
Em 11 de janeiro, o jornal francês Figaro noticiou que agentes do Mossad estavam operando no Curdistãoe o jornal israelense Haaretz completou a informação, dizendo que os agentes recrutavam milicianos anti Irã para promoverem atentados à bomba em Teerã. E foi uma bomba que matou o cientista iraniano.
Ainda em janeiro, falando numa reunião com parlamentares, o general Benny Gantz, Chefe do Estado Maior do exército israelense, disse que o Irã deveria esperar “…por coisas que aconteceriam de uma maneira não natural.” Esse“não natural”foi interpretado pelos experts como atos de sabotagem e violências no Irã.
Numa investigação, para se descobrir o culpado é necessário saber responder à pergunta clássica do Direito Romano: Cui Bono? Ou seja, a quem o crime beneficia.
Jim Lobe, conceituado especialista no Oriente Médio, sustenta que Israel é a resposta.
Meras especulações. A culpá é do mordomo.
Fabio,
Bem vindo. Como alguém já disse, o mais normal aqui corre atrás de sombra de avião. Se o amigo lê o blog, já conhece os meus devaneios hehe…
Curiosidade:
“Mossad — Os Carrascos do Kidon” (Bertrand Editora, 429 páginas, tradução de Dinis Pires), do correspondente internacional Eric Frattini, conta histórias explosivas e fascinantes. Recolho uma: “O Kidon e os seus membros elevaram o assassinato político ao seu máximo nível de perfeição graças a agentes como Zvi Steinberg, um judeu brasileiro de trinta e seis anos, capaz de estrangular um homem numa questão de segundos”.
Frattini conta que Zvi Steinberg certa feita “entrou num autocarro em Praga em perseguição de um terrorista palestiniano, aproximou-se dele, esmagou-lhe com uma só mão a traqueia, matando-o no acto e desaparecendo depois entre a multidão. Ninguém se deu conta da ‘execução’ até que o autocarro chegou à parada final e descobriram o cadáver”.
Impressionante sob todos os aspectos, da pesquisa rigorosa aos fatos escabrosos, o livro do jornalista Frattini foi publicado em Portugal e não há edição brasileira. Pode ser importado por meio da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br).
Claro que essa obra é meio duvidosa. Como é que um matador do Mossad pode ter seu nome e façanhas conhecidos dessa maneira?
Com toda honestidade, eu acho que a proverbial atitude do governo de Israel de não admitir nem negar acaba por colocar Israel no papel de culpado, no caso deste assassinato da serie e também de possuir armas atômicas, que eu acho que ja possui ha muito tempo.
Por que será que Israel não assume os erros?……
E ter bomba atômica ate justificaria, pela alta natureza de desafetos no O.M.
Com toda honestidade, eu acho que a proverbial atitude do governo de Israel de não admitir nem negar acaba por colocar Israel no papel de culpado, no caso deste assassinato da serie e também de possuir armas atômicas, que eu acho que ja possui ha muito tempo.
Por que será que Israel não assume os erros?……
E ter bomba atômica ate justificaria, pela alta natureza de desafetos no O.M.
Com toda honestidade, eu acho que a proverbial atitude do governo de Israel de não admitir nem negar acaba por colocar Israel no papel de culpado, no caso deste assassinato da serie e também de possuir armas atômicas, que eu acho que ja possui ha muito tempo.
Por que será que Israel não assume os erros?……
E ter bomba atômica ate justificaria, pela alta natureza de desafetos no O.M.
Com toda honestidade, esta proverbial atitude de Israel nao negar nem admitir mais este assassinato da serie, deixa muitas duvidas de que nao esteja diretamente envolvida.
É bom lembrar que o Mossad, se por acaso a sabotagem do programa nuclear iraniano tem sua mão, trabalha agindo em represália a atos terroristas praticados contra Israel e israelenses (lembram-se das Olimpíadas de Munique? Praticamente todos os terroristas muçulmanos que mataram covardemente os atletas israelenses foram localizados e eliminados – seja em que país estivessem escondidos) ou visando a segurança e a paz de Eretz Israel e do mundo.
Sim, parafraseando o Mordechai, matar um ser humano soa como uma abominação – mas quantas vidas estão sendo poupadas se uma intervenção militar puder ser evitada ou se o Irã for impedido de ter armamento nuclear via sabotagem?
Muçulmanos fanáticos que sentem êxtase só em pensar em martírio e tecnologia nuclear são uma combinação muito perigosa.
Andréia,
Se armar PARA SE DEFENDER é um direito de qualquer nação, ainda mais Israel que é cercado de gente que odeia. Sò como paralelo, o Brasil é o exemplo de como não se deve fazer ,deixar as forças armadas fracas sendo detentor de enormes riquezas naturais – minerais, combustíveis fósseis, terras em abundância e clima favorável para agricultura como poucos países do mundo.
Do Irã vem a noticia de que varios suspeitos foram presos para interrrogatorio. Devem estar apanhando direto.
Se a nação mais democratica do mundo… padrão da democracia mundial, mija em mortos… porque então não se pode dar uns cascudos em suspeitos de cometer assassinato?
Palmeirense, se o nosso exercito esta obsoleto e os jovens brasileiros arrumam todo tipo de desculpas para evitar o alistamento e’ porque desde o genocídio do Paraguai – uma vergonha para o Brasil – , e talvez por isto, o nosso pais não mais participou de guerras no continente. As participações na primeira e segunda guerras nem contam, e no século passado o Brasil adquiriu a boa fama de pacifista.
Tem blogueiro por aí que precisa se desculpar perante seus leitores para poder falar algo bom sobre Israel !
“Critico muito Netanyahu. Mas ele é o único governante que parece entender a dimensão da crise síria.”
Willian
Nao leve muita fe ao que eh escrito por ex agentes do mossad. Todos na organizacao sabem que nada pode ser dito e tudo o que eh escrito eh para vender livros.
Qualquer verdadeiro agente do Mossad ou de qualquer outro corpo de inteliugencia de qualquer pais sabe que nunca viu nada, nunca soube de nada e nunca participou de nada.
Andreia
Nao da para assumir ou negar as coisas. Se com esta atitude nos somos acusados de tudo quanto eh que acontece no oriente medio, imagine se a gente comecasse a dizer sim ou nao.
Sim Andreia, fiz meus estudos a obtive a Shamicha de rabino mas nao exerco a profissao, portanto sou rabino so pelo diploma.
Eu sei disso, Mordechai, mas tive curiosidade de pesquisar sobre esse agente do Mossad nascido no Brasil e de fato ele existe. Foi um dos agentes presos e condenados na Noruega pelo homicidio de um garçom marroquino em 1973 confundido com um dos lideres máximos do Setembro Negro. Israel sempre negou participação mas Shimon Peres quando primeiro-ministro ofereceu uma indenização de 400 mil dolares à familia do pobre coitado. Já com o lider do Setembro Negro acertaram as contas depois em Beirute.
Esses livros de ” ex agentes” só servem pra virar filme.
Pior seria fazer xixi nos vivos, que e’ o que os iranianos devem fazer.
Jarobas
a melhor das politicas eh nao aceitar nem negar nada, se os inimigod querem ver, terao que pagar para ver.
Imagne, se com essa poitica nos creditam tudo o de ruim que acontece, como seria se a gente comecasse a dizer ” sim nos fizemos”
Palmeirense
Se os arabes nao tivessem medo d gente ja teriam eito um segundo holocausto, e o mundo nada faria para impedir.
Henrique S
Eh claro que tem que capturar agum, se nao o mico ue pagam e muito grande. OS que fizerm o trabalho ja estao em local seguro.
Desunho
A forma que o Netaniahu tem administrado os palestinos, Obama , os arabes e o Iran poe ele muito perto dos melhores primeiros ministros que ja tivemos. Nada ha a criticar ao Netaniahu o desempenho dele esta sendo simplesmente impecavel.
Eh claro que os pro arabes/pro palestinos ae antissemitas nao gostam dele, mas esperava o que? que gostassem de quem esta encarando todos e tudo como um verdadeiro estadista?
Raimundo
porque tata indignacao?. Nao sao eles quens cortam as cabecas dos prisiuoneiros e postam a abominacao no you tube?, nao sao eles que filmam a execucao de dissidentes e poem o filme na net?, nao sao eles que executam pessoas em publico?, nao foram eles quens sequestraram e decapitaram o ornalista Daniel Pearl?.
o unico que lamento eh que os mortos nao tenham percebido que estavam sendo molhados por algo que nao era chuva.
Desunho?
Isso e ‘ nome?
E’ isso mesmo Mordechai,
Como dizem lá no Líbano,
“decapitação no pescoço dos outros e’ refresco!”
Vai la no morimbi em dia de jogo do peixe, o que voa de saco de xixii!
Não sei porque tão fazendo tanto drama!
Não estou nada indignado… e direi mais o seguinte… se os outros podem, porque eu tambem não posso?
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/971941-tortura-e-para-sempre-diz-canadense-preso-apos-119.shtml
Raimundo
o cara em questao foi torturado pelos sirios quando foi deportado dos USA.
Marcio
Isso nao eh nada, nada mesmo, o que os talibans sao capazes de fazer deixaria o proprio satanas horrorizado.
O cara em questão é cidadão Canadense… não seria o caso de te-lo deportado para o Canadá??
O negocio é o seguinte… decapitaram, arrancaram e espalharam seus membros… por isto vou fazer do mesmo jeito… olho por olho… é isto??
Mataram… colocaram judeus em camaras de gás… trataram-nos como bois em matadouro… por isto Israel vai fazer igual? Sim, porque pensando assim, Israel tem sim este direito… olho por olho, dente por dente!!
Senhores… somos seres humanos ou bestas??
Raimundo
O cara tinha cidadania dupla, nascido na siria e canadense por adocao, os americanos decidiram deporta-lo ao pais de nascimento.
Ainda nos nao matamos nem sequer um unico alemao em vinganca do que os alemaes fizeram com a gente.
Ainda nao lancamos nenhum foguete contra alvo civis apesar de termos recebidos milhares do Hamas.
Ainda nao matamos nenhum arabe e sequestramos o cadaveer omo fazer os libaneses do hezbolah.
Ainda nao explodimos nenhum aviao cheio de arabes apesar de termos sido vitimas de ataques a avieoes cheio de judeus.
Ainda nao criamos esquadroes suicidas para matar civis palestinos ou arabes, apesar de termos sido vitimas incesantes desse crime.
Ainda nao explodimos restaurantes e bares cheio de civis, apesar de termos sofrido este tipo de ataques.
queres mais o que amigao raimundo?
Esse lance de oferecer a outra bochecha nao eh com a gente nao.
Mordechai… sei disto… o que me deixa “puto da vida” é o “olha eles fizeram isto e aquilo”…
sei o que eles fizeram, mas dai fazer igual??
Eu acho que deveriamos fazer pior, nao igual. Porque nos TEMOS que ser civilizados e os inimigos nao tem que ser?.
Olho por olho? Nunca!
Somos best as? Obviamente nao!
Devem os trata-Los da unica maneira que entendem? Sim!
A semana passada vi uma reportagem na idonea “public radio” sobre afeganistao.
Os tale and cortar am os bravos de Medicaid pois Elsa se recusaram a usar burkas no hospital!
A Adriana Carranca foi ao afeganistao , nao viu nada disso, pod a culpa nas potencuas estrangeiras e eacreveu livro de como os tale bans Sao vitimas!!!!!
E’ mole?
De novo sem erros
Olho por olho? Nunca!
Somos bestas? Obviamente nao!
Devem os trata-Los da unica maneira que entendem? Sim!
A semana passada vi uma reportagem na idonea “public radio” sobre afeganistao.
Os talebans cortaram os bracos de Medicas pois Elas se recusaram a usar burkas no hospital!
A Adriana Carranca foi ao afeganistao , nao viu nada disso, pôs a culpa nas potências estrangeiras e eacreveu livro de como os tale bans Sao vitimas!!!!!
E’ mole?
depois mijam nos cadaveres dessas bestas e os esquerdistas se horrorizam
tem que mijar encima desses cara enquanto ainda vivos, depois de mortos qual a graca?
Madureira
sabe que acho errado?, eh esses bobos terem filmado.
tem outro post
O negocio é o seguinte… decapitaram, arrancaram e espalharam seus membros… por isto vou fazer do mesmo jeito… olho por olho… é isto??
Raimundo, judeus näo säo animais: apenas eliminam elementos que representam perigo para seu país e a paz mundial. E creia-me: se fosse possível deter os iranianos sem sacrificar vidas, esse seria o caminho trilhado por Israel.
Lembra-se do bombardeio israelense a uma usina nuclear em construcäo no Iraque? Entre as vítimas, um engenheiro nuclear francês. Os protestos pipocaram de todas as partes do mundo, inclusive dos EUA, que näo teriam sido avisados da operacäo, e que aplicaram sancöes a Israel.
O Iraque de Saddam ainda, se näo me falha a memória, näo era visto como um perigo. Hoje, todos sabemos que a acäo da IAF contou muitos pontos para a seguranca näo só do pequeno país dos filhos de Avraham, Itzhak e Jakob, mas de todo o planeta. Já imaginou Saddam Hussein dispondo de poderio nuclear?
Israel é bencäo para o mundo, näo maldicäo.
Lembra a promessa de Hashem a Avraham? “E em ti seräo abencoadas todas as nacöes da Terra”.
POR ROGER COHEN, DO THE NEW YORK TIMES*
Um embaixador israelense perguntou recentemente a um embaixador americano acreditado na Europa o que seria possível fazer para melhorar as péssimas relações entre o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e o presidente Barack Obama. Ele respondeu: “Digam obrigado de vez em quando”.
O embaixador americano sugeriu ainda: “De vez em quando, perguntem ao presidente se há algo que vocês possam fazer por ele. E, acima de tudo, não se intrometam em nossa estratégia eleitoral”.
A resposta seca reflete a fúria de Obama provocada por uma série de coisas: o fato de Netanyahu passar por cima dele ao dirigir-se ao Congresso controlado pelos republicanos, onde é extremamente mimado; a ingratidão do premiê israelense pelo extraordinário apoio americano, até mesmo o veto de uma resolução contrária aos assentamentos na ONU, no ano passado, e à aspiração palestina a um Estado próprio; as táticas de Netanyahu que refletem sua convicção de que Obama terá um único mandato; e a recusa em suspender pela segunda vez a construção de assentamentos para o bom andamento das negociações de paz.
Gostaria de acrescentar mais um conselho a Netanyahu, se é que ele está preocupado com seu relacionamento conflituoso com Obama – e deveria estar, pois os israelenses têm consciência da importância dos Estados Unidos e talvez não estejam inclinados a reeleger um homem que envenenou as relações com Washington. O meu conselho é: Não ataque o Irã este ano.
Netanyahu sente-se tentado a bombardear o Irã nos próximos meses para frustrar o impenetrável programa nuclear deste país e – apesar do apelo de Obama, na quinta-feira passada, e das mensagens do secretário da Defesa americano, Leon Panetta – não garantiu aos Estados Unidos que não o fará. Vários fatores, iranianos e americanos, impelem Netanyahu a agir rapidamente.
Em primeiro lugar, a convicção de Israel de que o Irã está perto de um ponto irreversível em sua busca de vários elementos – do enriquecimentos de urânio aos mecanismos necessários para a construção de uma ogiva nuclear. O que intensificou estas preocupações foi o início do enriquecimento nas instalações subterrâneas de Fordo, nas proximidades da cidade de Qom, assim como o tom belicoso do Irã em resposta à ameaça de sanções contra seu setor petrolífero.
Em segundo lugar, o cálculo político dos EUA. Um ataque israelense poucos meses antes das eleições americanas, em novembro, seria desastroso para Obama. Ele não teria condições de expressar sua revolta, considerando a influência do lobby pró-Israel, o importante voto dos judeus na Flórida e o apoio extraordinário que um bombardeio israelense receberia do adversário republicano – provavelmente Mitt Romney.
Por outro lado, se Obama conseguisse um segundo mandato, teria a possibilidade de assinalar seu desagrado se Israel resolvesse agir por conta própria. Como aumenta a convicção de que Obama deverá ganhar, estas considerações têm muito peso em Jerusalém.
Drama. Netanyahu já se definiu como o homem que está entre o Irã e a bomba. Politicamente um falcão, ele tem um pendor pelo dramático. Nestas questões, Israel já agiu por conta própria uma vez, quando bombardeou uma instalação nuclear na Síria, em 2007.
A esta altura, os detonadores americano e israelense parecem distintos – Panetta afirma que “a posição definitiva dos EUA em relação ao Irã é: não desenvolva a arma nuclear”, enquanto os israelenses consideram inaceitável a irreversibilidade da capacidade nuclear, mesmo que a arma não esteja sendo construída. O perigo se oculta nesta discrepância.
Não vá para lá, Netanyahu. Seria um erro terrível. Escolher entre os Estados Unidos e o Irã é uma idiotice. O primeiro é uma grande potência e um amigo fundamental. O outro é uma sociedade violenta, inflamável, que trabalha num programa nuclear há dezenas de anos e cujo aliado regional mais próximo, a Síria, está na beira do abismo.
O sonho de Israel é que os EUA se encarreguem do ataque, mesmo que seja um ataque conjunto – uma das razões pelas quais Israel rejeita esclarecer suas intenções.
Mas, não havendo uma provocação exorbitante do Irã, como o bloqueio do Estreito de Ormuz, isso não ocorrerá antes de novembro.
Em um ano eleitoral, e o fato de o serviço de inteligência americano estar convencido de que o Irã ainda não está construindo a bomba, Obama não permitirá que os preços do petróleo cheguem às alturas e o mundo muçulmano dê início a um novo surto de revolta contra os EUA. Em grande parte, sua presidência tem se dedicado precisamente em sair da guerra e abrandar a hostilidade israelense.
Netanyahu afirmou no fim de semana que, “pela primeira vez”, via certa hesitação no Irã em consequência das sanções. Mas também pediu “uma clara afirmação” de que os EUA “recorrerão às armas”, caso as sanções fracassem. Enquanto isso, seu vice-primeiro-ministro resmungava que as sanções americanas foram decepcionantes.
Os fatos são os seguintes: um ataque de Israel uniria o Irã e, desencadeando sua fúria, isolaria a República Islâmica por uma geração, consolidaria o regime sírio, radicalizaria o mundo árabe em um momento de delicada transição, atiçaria o Hezbollah na fronteira do Líbano, encorajaria o Hamas, colocaria em perigo as forças americanas na região, espalharia o terrorismo, levaria os preços do petróleo às alturas, provavelmente desencadearia uma guerra regional, ofereceria uma tábua de salvação para o Irã no momento em que a Europa estaria decidida a parar de comprar o seu petróleo, acrescentaria um persa à vendetta árabe contra Israel, e, na melhor das hipóteses, só conseguiria atrasar as ambições nucleares iraniana em apenas um par de anos. Parecem perspectivas promissoras? Dentro em breve, o general Martin Dempsey, comandante do Estado-Maior Conjunto dos EUA, visitará Israel. Será bom que Netanyahu ouça, tire o dedo do gatilho iraniano, e entenda que o destino de Israel depende mais de Ramallah do que de Teerã.
Respeituosamente discordo com todas as analises do senhor Cohen. O Obama so nao entregou a cabeca de Israel aos arabes em bandeja de prata porque a popularidade dele caiu a niveis inimaginaveis e pela proximidade do no eleitoral.
Obama eh fundamentalmente anti Israel